Lindbergh Farias
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24 de julho de 2026

Lindbergh pede quebra de sigilo do escritório de Flávio Bolsonaro

Vice-líder do governo no Congresso protocola notícia de fato para que Polícia Federal investigue movimentações financeiras do escritório de advocacia do senador

Lindbergh pede quebra de sigilo do escritório de Flávio Bolsonaro

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo no Congresso Nacional, anunciou nesta sexta-feira (24) que solicitou à Polícia Federal (PF) a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O pedido inclui também busca e apreensão no local, que, segundo o parlamentar, funciona na residência do senador em Brasília.

A iniciativa foi motivada por uma reportagem do Metrópoles que revelou a emissão de R$ 1,5 milhão em notas fiscais pelo escritório para empresas apontadas como parte de um esquema ligado a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O deputado afirmou que o escritório não tem funcionários, atendimento ao público nem estrutura compatível com a prestação de serviços advocatícios, o que levanta dúvidas sobre a real natureza das atividades registradas.

Para Lindbergh, o padrão de funcionamento do escritório sugere que ele teria sido usado para receber recursos sem exercer atividade jurídica efetiva. “Tudo indica que trata-se de escritório de fachada. É só para receber dinheiro? É uma estrutura montada para lavar dinheiro? Queremos que tudo seja investigado”, questionou o deputado, referindo-se aos R$ 500 mil transferidos pela Contábil Correa Contabilidade e Auditoria Ltda ao escritório.

Notas fiscais suspeitas

Desde 2021, o escritório de advocacia de Flávio teria emitido 41 notas fiscais, incluindo pagamentos oriundos de empresas ligadas ao ex-banqueiro. Em abril de 2025, o escritório emitiu R$1,5 milhão em notas fiscais em favor de duas empresas de fachada usadas por Daniel Vorcaro para movimentar R$58 milhões do Banco Master.

Os documentos indicavam prestação de serviços de consultoria jurídica à Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A. e à Contábil Correa Contabilidade e Auditoria Ltda. As duas empresas são ligadas a Rogério Lourenço Novo, que consta na Receita Federal como único diretor responsável pela Copenhagen e único sócio da Contábil Correa. Ambas são ligadas ao esquema de Vorcaro no Banco Master. As notas indicam que as conexões entre Flávio e Vorcaro vão além das reveladas até agora na crise do Dark Horse.

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